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[ Crítica] soul

  • Foto do escritor: Carlos Vilaça
    Carlos Vilaça
  • 26 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

No dia de Natal fomos presenteados pela Pixar com sua mais nova animação, Soul. Dirigida por Pete Docter (Divertida Mente e UP) e co-dirigida por Kemp Powers, o filme traz uma belíssima história sobre a morte e, principalmente, a vida.

Joe Gardner (Jamie Foxx) é um professor de música frustrado, seu grande sonho sempre foi ser um jazzista profissional, fazendo shows e vivendo disso, mas a vida lhe propiciou uma vida que ele considera medíocre. No momento em que seus sonhos podem finalmente se realizar, tudo muda e ele passa a ter que lidar com sua nova condição no além-vida, ajudando a divertidíssima 22(Tina Fey) a encontrar um propósito para sua vida.

A Pixar mostra mais uma vez sua capacidade de contar histórias belíssimas e profundas dentro de um mote improvável para um filme infantil, aqui no caso: a morte. A criação de um mundo lúdico para tudo que vai além da vida é belo, tanto ao tratar do momento em que uma alma segue para seu fim quanto no início de sua jornada. Aqui vemos como o diretor consegue mais uma vez trabalhar esse universo abstrato, assim como ele mostrou em Divertida Mente.

O filme possui um design que consegue ser riquíssimo, mesmo nos momentos mais simples e minimalistas. A mistura das técnicas 2D e 3D se mostraram acertadas, garantindo o choque entre o lado de cá e de lá, além da Pixar mostrar o seu poderio ao recriar uma Nova York vibrante e populosa. Mas nada disso seria suficiente num filme que tem a paixão pela música como um dos temas centrais sem uma trilha sonora de respeito. Os momentos que tocam o Jazz conseguem passar tanto o movimento da cidade como o interior do protagonista, e serve bem como contraponto para as músicas quase etéreas do além-vida.

O roteiro constrói bem os personagens, não abusa de secundários, constrói momentos cômicos, tocantes e reflexivos com primazia e deixa bem claro a mensagem que o filme quer passar. Os créditos servem como um bom momento para pensar na própria vida. Infelizmente o filme foi lançado nesse período em que a ida aos cinemas é tão difícil, pois a experiência com certeza seria ainda melhor, mas por enquanto, podemos nos entreter com Soul no Disney+.

Críticas: Lucas Feijão Nota:5/5

Título: Soul Ano de Produção: 2020 Dirigido por: Pete Docter e Kemp Powers

 
 
 

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