crítica | sicário: Dia do soldado (sem spoilers)
- Carlos Vilaça
- 28 de jun. de 2018
- 2 min de leitura

Sicário parte da premissa de um filme de operações táticas contra o terrorismo e com um desenvolvimento gradual, construído com críticas ao sistema político global e norte-americano, transcede em uma trama de drama similar a um faroeste, inclusive em sua ambientação desértica, subvertendo o gênero e trazendo a ele algo como uma brisa de ar fresco.
O filme traz em seu título bilingue (Sicário: Day of Soldado) uma pista não só do contexto em si, mas de sua crítica às relações de políticas exteriores em que o egoísmo predominantemente domina, como é exposto no meio do filme em que uma revelação acarreta a inversão na trama.
Por falar neste ponto-chave do roteiro, ele proporciona com que percebamos uma complexidade maior dos personagens. Josh Brolin, que tem uma atuação impactante durante boa parte do longa, agora acrescenta uma pequena 'vulnerabilidade' ao personagem. Assim como Benício Del Toro nos mostra seu outro lado ao expor seu passado e seus desafios, enquanto Isabela Moner (Isabel Reyes) nos proporciona mais uma mudança na personalidade da personagem, que começou o filme como uma adolescente arrogante, passando pela histeria e também mostra uma faceta calma e calculista. Grande parte das cenas em que a atriz impressiona, vem do trabalho de direção do Stefano Sollima, que tem como foco principal a captação das reações dos personagens a todos os acontecimentos da história, o que proporciona uma chance enorme para atores como a Isabela impressionar com suas expressões.
O diretor aparentemente sabe exatamente como extrair as reações que ele busca a partir de seus trechos de ação, pois em sua maioria todas tem um ponto focal de primeira pessoa que da uma verossimilhança surpreendente à trama. Como um bom filme de ação, ele nos traz diversas cenas dinâmicas, mas ao mesmo tempo, não tem problema em tomar seu tempo nos apresentando desde o princípio planos sequenciais que são incrivelmente impactantes.
Sícario é um filme que te prende do começo ao fim, por apresentar uma façanha intrigante entre os planos do governo norte-americano ao sistema do cartel de imigração, que estranhamente é um pouco assustador por causa da situação política mundial atual.
Nota: 3/5
Crítica: Bruce Wagner

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