[crítica] O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim
- Carlos Vilaça
- 10 de dez. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de dez. de 2024

Dirigido por Kenji Kamiyama, é um filme de animação que expande o universo de J.R.R. Tolkien, mais especificamente focando na história de Helm Hammerhand, um dos grandes heróis de Rohan. Situado cerca de 250 anos antes dos eventos de “O Senhor dos Anéis”, o filme busca aprofundar a mitologia dos Rohirrim e a origem da famosa Fortaleza Abismo de Helm, cenário crucial na trilogia de Peter Jackson.
Visualmente, o filme impressiona com uma animação estilizada que mistura elementos da tradição japonesa com o visual épico que já era familiar nos filmes anteriores. As paisagens de Rohan ganham uma nova dimensão, com cores vibrantes e cenários que evocam o espírito da Terra-média. A ação é fluida e dinâmica, especialmente em batalhas, onde a animação traz uma energia própria, ao mesmo tempo que preserva a grandiosidade épica característica dos filmes live-action.
No entanto, a grande força de "A Guerra dos Rohirrim" está no aprofundamento de seu enredo e personagens. A história de Helm Hammerhand é trágica, e o filme explora a relação entre ele e sua filha, a princesa Hera, que tem um papel central no desenvolvimento da trama. O enredo oferece uma boa dose de drama político e familiar, com temas como o legado, a vingança e o sacrifício, que ressoam com o espírito de Tolkien.
O filme é eficaz ao se manter fiel ao tom e à atmosfera da obra original, principalmente em relação à luta de Rohan contra os invasores. A mitologia de Rohan, que sempre foi mais coadjuvante nas adaptações anteriores, ganha profundidade aqui, o que é um ponto positivo para os fãs mais ávidos do universo expandido.
A trilha sonora, por sua vez, traz elementos orquestrais que lembram as músicas compostas por Howard Shore, o que adiciona um senso de continuidade com os filmes anteriores.
Em termos gerais, “A Guerra dos Rohirrim” é uma obra que, embora focada em um período menos explorado da Terra-média, consegue oferecer uma experiência cinematográfica que agrada tanto aos fãs da saga quanto aos novos espectadores. Apesar de ser um projeto de animação, ele mantém o espírito grandioso e a complexidade emocional que tornam o legado de Tolkien.
Crítica: Carlos Vilaça
NOTA: 4.0/5

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