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Crítica | Não olhe

  • Foto do escritor: Carlos Vilaça
    Carlos Vilaça
  • 28 de fev. de 2019
  • 2 min de leitura


A vingança realmente vale a pena? Crítica feita por Mário Fraga.


Maria (India Eisley) é uma adolescente prestes a completar 18 (dezoito) anos de idade, ao contrário da grande maioria dos estudantes da sua escola, ela é uma menina retraída e fechada para todos, inclusive para a sua família. Sua única amiga se chama Lily (Penelope Mitchell), e ela passa grande parte do tempo com o seu namorado, trocando beijos acalorados na presença de Maria.


Já no ambiente familiar, a atmosfera é crua e seca, com diálogos superficiais com seus pais, onde os mesmos se preocupam apenas com a aparência física da filha e se ela vai ao baile de formatura acompanhada de algum rapaz, por sua vez, Maria passa por problemas mais graves, e um deles é o bullying sofrido na escola.


A primeira parte desse thriller psicológico faz uma minuciosa construção de cada personagem na narrativa, a sua amiga que não é tão amiga, o rapaz da escola que realiza as piores formas de bullying, os pais com um casamento morno e problemático, tudo bem amarrado para prender a atenção do telespectador.


Maria não consegue se relacionar com ninguém, reprimindo suas vontades sexuais, guardando toda tristeza somente para ela e seu reflexo no banheiro do seu quarto. O ponto alto dessa trama é quando esse reflexo mostra que tem pensamento próprio, falando e interagindo com Maria, mostrando que pode ajudá-la de alguma forma, e para isso, era necessário que ocorresse a troca de posições entre elas. Airam era o nome desse reflexo, uma forma invertida de Maria, inclusive na personalidade, deixando claro que poderia se vingar de todos que um dia cometeram atos cruéis contra ela, para concretizar a troca, Maria seria telespectadora de dentro do espelho e Airam a personificação dela aqui fora. Nessa segunda parte da trama as coisas começam a se desenrolar de forma preguiçosa, monótona, não chega ao clímax vendido no trailer, várias semelhanças a filmes do mesmo gênero como ‘’Garota Infernal’’ e ‘’Carrie a estranha’’ deixam o filme sem originalidade e previsível.


Os efeitos sonoros estão impecáveis, cada barulho e ruídos contribuem para a cena que está sendo entregue, a trilha sonora faz um belo casamento com a narração proposta. Mesmo sendo um filme com o orçamento baixo, a fotografia é um dos pontos altos e de extremo agrado. Várias reviravoltas acontecem minutos antes do desfecho final, aliás, o final teve um desfecho surpreendente, digno de palmas. No meio de tantos problemas na vida de Maria, seja o bullying ou um possível distúrbio psicólogo, um clone físico e sua vontade de colocar o pingo no “i”, fica a pergunta:

Toda vingança é satisfatória? Vale a pena? Bom, a única coisa que eu tenho certeza é que minha nota para o filme é 3 num total de 5. Não veja, diz a película.


Nota: 3.0/5

Crítica por Mário Fraga

Título:Look Away (Original)

Ano produção:2018

Dirigido por: Assaf Bernstein

Estreia: 28 de Fevereiro de 2019

Duração: 103 minutos

Classificação: 14 anos

Gênero: Thriller

Países de Origem: Estados Unidos da América

 
 
 

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