[crítica] borderlands O Destino do Universo Está em Jogo
- Carlos Vilaça
- 8 de ago. de 2024
- 2 min de leitura

Com o surgimento de uma nova onda cinematográfica adaptando jogos de videogame para as telonas, observa-se um grande aumento nesse nicho cultural, com o público consumindo ainda mais adaptações de jogos para o cinema. Em Borderlands, vemos essa fórmula sendo utilizada mais uma vez. O filme é produzido por Ari e Avi Arad e Erik Feig, sob suas produtoras Arad Productions e Picturestart, respectivamente (os mesmos de Uncharted: Fora do Mapa, Homem-Aranha e Venom).
Com um elenco de peso, Cate Blanchett (Carol, Thor: Ragnarok) lidera o time no papel de Lilith, a Siren (uma das classes dos jogos), uma personagem jogável do primeiro Borderlands e que se tornou uma das figuras mais conhecidas da franquia. Lilith é a principal protagonista do filme, responsável por reunir um grupo para invadir um misterioso Vault cheio de tesouros. O longa também conta com Kevin Hart como Roland. Outro nome de peso do elenco é Jamie Lee Curtis (Halloween, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo), que assume o papel da cientista Dra. Patricia Tannis. Embora não seja um personagem jogável nos títulos da Gearbox, Tannis é um dos NPCs mais icônicos da franquia, conhecida por dar várias missões secundárias e informações relevantes sobre o mundo de Borderlands. Ariana Greenblatt (Barbie, Amor e Monstros) interpreta Tiny Tina, uma pré-adolescente completamente maluca e obcecada por explosivos. Krieg, um dos personagens jogáveis de Borderlands 2, que foi adicionado por meio de uma expansão após o lançamento do jogo, também figura como uma das principais figuras do live-action, servindo de guarda-costas para Tiny Tina. O psicopata é interpretado por Florian Munteanu (Creed II, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis), e é interessante notar que o ator é um ex-esportista – boxeador. Jack Black (Escola de Rock, Super Mario Bros. - O Filme) empresta sua voz ao amado e irritante robô Claptrap. Uma das maiores surpresas do elenco também é do ator Édgar Ramírez (Um Homem da Flórida, Dia do Sim), no papel de Atlas. Isso porque ele nunca foi um personagem nos jogos, mas sim uma fabricante de armas usadas no combate. No entanto, segundo a descrição oficial, o Atlas do live-action refere-se ao fundador e CEO original da empresa, que, inclusive, é o vilão do filme. Com base total no jogo, o filme explora esse universo, trazendo como narrativa principal a apresentação desses personagens e o desenvolvimento deles na trama.
Embora o filme seja bem escalado, isso não garante sua qualidade. O roteiro é raso e tem o intuito de ser, mas poderia contar com efeitos especiais de melhor qualidade, diálogos aprimorados e uma narrativa mais robusta. O que mais decepciona são as cenas sequenciais de tiro, que, apesar de fazerem sentido na adaptação, possuem uma coreografia deficiente e seguem um ritmo preguiçoso. Em suma, o filme é formulado e dedicado aos fãs da saga de jogos; ele cumpre esse papel e só. Não vale a expectativa e esperança pela saga.
Crítica: Carlos Vilaça
Nota: 2.4/5

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